O tempo ruge e eu... eu só quero inventar trocadilhos, brincar às escondidas com as palavras, inverter as regras, subverter perguntas, verter ideias a favor do inconformismo sem cessar. O tempo urge... e eu só quero exercitar este músculo que bate no centro de mim, indagar pequenas urgências dos dias e rir. Rir muito, rir mais, rir melhor.
segunda-feira, novembro 21, 2011
domingo, novembro 20, 2011
O meu Outono...
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
O Fernando... sempre tão especial!!
quarta-feira, junho 22, 2011
Ouvir, Falar, aMar
"Pelos frutos se conhecem as árvores." Segundo parece é um dos provérbios favoritos do padre jesuíta que estou prestes a ler. Com o final do ano lectivo e as tarefas mais rotineiras findadas, comprometi-me a ler... LER. Ler a sério, sem ter um carácter técnico e/ou educativo e/ou pedagógico. E vou começar pelo livro que dá nome a este post.
Chamou-me a atenção a lombada com o seguinte:
"Manter o ar limpo nas relações é essencial, e importa aprender a calibrar a luz e a sombra, bem como a distância e a proximidade necessárias para colher bons frutos."
Nunca sei a que distância me posiciono face aos outros... não saber o que é perto e o que é longe... dar ou não confiança... ser de confiança... ser íntimo. Noções tão concretas e tão abstractas e mutáveis com o tempo, com as situações. Às vezes descubro-me uma moça muito tímida, reservada... e como me reconheço!! Também me reconheço no "peito aberto" com que avanço, muitas vezes sem o crivo exaustivo do pensar, nas 1001 coisas em que me meto mas... esta timidez apanhou-me um pouco de surpresa. Parece não colar... medir distâncias, e sombras e luzes com quê? E para quê?
Vou ler o livro, pode ser que (me) descubra um pouco mais...

Chamou-me a atenção a lombada com o seguinte:
"Manter o ar limpo nas relações é essencial, e importa aprender a calibrar a luz e a sombra, bem como a distância e a proximidade necessárias para colher bons frutos."
Nunca sei a que distância me posiciono face aos outros... não saber o que é perto e o que é longe... dar ou não confiança... ser de confiança... ser íntimo. Noções tão concretas e tão abstractas e mutáveis com o tempo, com as situações. Às vezes descubro-me uma moça muito tímida, reservada... e como me reconheço!! Também me reconheço no "peito aberto" com que avanço, muitas vezes sem o crivo exaustivo do pensar, nas 1001 coisas em que me meto mas... esta timidez apanhou-me um pouco de surpresa. Parece não colar... medir distâncias, e sombras e luzes com quê? E para quê?
Vou ler o livro, pode ser que (me) descubra um pouco mais...

domingo, maio 15, 2011
Este poema é dedicado ao António
Heróis
Dizem que é um herói,
matou sete de uma vez.
Eu cá criei sete frangos
duma galinha pedrês.
Dizem que é um herói,
arrasou uma cidade.
Eu cá plantei oliveiras
nas terras da minha herdade.
Dizem que é um herói,
dominou o oceano.
Eu cá construí o esgoto
que lá vai ter pelo cano.
Dizem que é um herói,
conquistou trinta países.
Eu cá conquistei a Rosa
e somos muito felizes.
Luísa Ducla Soares
Dizem que é um herói,
matou sete de uma vez.
Eu cá criei sete frangos
duma galinha pedrês.
Dizem que é um herói,
arrasou uma cidade.
Eu cá plantei oliveiras
nas terras da minha herdade.
Dizem que é um herói,
dominou o oceano.
Eu cá construí o esgoto
que lá vai ter pelo cano.
Dizem que é um herói,
conquistou trinta países.
Eu cá conquistei a Rosa
e somos muito felizes.
Luísa Ducla Soares
Eu não sou Rosa mas tu sabes o meu nome. E és meu herói. Herói de gestos simples e singelos... e habitas o meu coração. :) Contigo continuo a sonhar... como não sorrir?
quinta-feira, maio 12, 2011
sábado, abril 23, 2011
Ensina-me Senhor a ser capaz...

"Senhor a minha vida está em ti.
Em ti está a justiça que eu procuro.
Busco o meu viver na tua paz.
Ensina-me Senhor a ser capaz."
Em ti está a justiça que eu procuro.
Busco o meu viver na tua paz.
Ensina-me Senhor a ser capaz."
E quando ainda não descortinámos o motivo por que queremos ressuscitar... ou sabemos, só não sabemos como, pois parece que não há resgate possível... Tu vens, numa noite mais fria que o habitual, para nos (me) aquecer à volta de tijolos cheios de velas e tecidos laranja bem ao jeito de Taizé. E rostos conhecidos. E mãos abertas para nos acolher. Oh Pai... Obrigada!!
quinta-feira, abril 14, 2011
(Em)presto-me...
Quando eu era pequenina, o molho de chaves da minha Mãe intrigava-me muito... deixava-me sempre a pensar como seria possível acumular tanta chave. Seriam todas úteis, ainda? Teria alguma ficado como recuerdo de um tesourinho qualquer?
Também me intrigava conhecer pessoas que haviam feito parte da vida dos meus pais e que, por um bom motivo quase sempre (outras nem por isso), tinham seguido um outro rumo. Tinham deixado de se ver regularmente e, pior, aceite que podiam viver uns sem os outros. É a vida!! dizia o meu Pai... mas eu não serenava, pelo contrário, ficava inquieta sem perceber como é possível apartar-se alguém de quem se gosta.
Mais difícil ainda era ouvir histórias tristes que marcaram a minha Mãe e ver o sofrimento dela ali, estampado no rosto, preso no corpo, presente numa memória tão fresca como se tivesse sido ontem... como se não fosse possível jamais apagá-lo.
Eu também já tenho um molho considerável de chaves. O ano passado atingiu o auge da sua existência mas agora que mudei de casa resolvi guardar umas quantas numa gavetas de coisas-supostamente-importantes-que-não-se-podem-perder-de-vista e ando com as que a senhoria me deu. Uma delas desconheço a sua fechadura. O mais importante deste parco conjunto é o coração que tem à volta, em formato de porta-chaves, oferta de uma aMiga como celebração da nova vida.
Amigos que vão ficando para trás... infelizmente habituei-me à ideia. E para não ter complexos de culpa, (porque é de facto humanamente impossível estar com toda a gente especial com que me vou cruzando), mais serena aceito o É a vida! longínquo do meu progenitor. Felizmente colecciono poucas histórias com unhappy end. Mas já acumulo algumas.
Tal como a minha Mãe, genética ou feitiozinho próprio, eu também sou permeável às injustiças e a dor... por vezes custa falar. (Em)presto-me a sentimentos que não consigo nomear... e espero que um dia a memória me atraiçoe o suficiente para os não mais recordar.
Aguento a espera, dolorosa.
E tranco a porta da casa para ninguém entrar...
Também me intrigava conhecer pessoas que haviam feito parte da vida dos meus pais e que, por um bom motivo quase sempre (outras nem por isso), tinham seguido um outro rumo. Tinham deixado de se ver regularmente e, pior, aceite que podiam viver uns sem os outros. É a vida!! dizia o meu Pai... mas eu não serenava, pelo contrário, ficava inquieta sem perceber como é possível apartar-se alguém de quem se gosta.
Mais difícil ainda era ouvir histórias tristes que marcaram a minha Mãe e ver o sofrimento dela ali, estampado no rosto, preso no corpo, presente numa memória tão fresca como se tivesse sido ontem... como se não fosse possível jamais apagá-lo.
Eu também já tenho um molho considerável de chaves. O ano passado atingiu o auge da sua existência mas agora que mudei de casa resolvi guardar umas quantas numa gavetas de coisas-supostamente-importantes-que-não-se-podem-perder-de-vista e ando com as que a senhoria me deu. Uma delas desconheço a sua fechadura. O mais importante deste parco conjunto é o coração que tem à volta, em formato de porta-chaves, oferta de uma aMiga como celebração da nova vida.
Amigos que vão ficando para trás... infelizmente habituei-me à ideia. E para não ter complexos de culpa, (porque é de facto humanamente impossível estar com toda a gente especial com que me vou cruzando), mais serena aceito o É a vida! longínquo do meu progenitor. Felizmente colecciono poucas histórias com unhappy end. Mas já acumulo algumas.
Tal como a minha Mãe, genética ou feitiozinho próprio, eu também sou permeável às injustiças e a dor... por vezes custa falar. (Em)presto-me a sentimentos que não consigo nomear... e espero que um dia a memória me atraiçoe o suficiente para os não mais recordar.
Aguento a espera, dolorosa.
E tranco a porta da casa para ninguém entrar...
quarta-feira, dezembro 15, 2010
(des)esperança
Li há dias enquanto actualizava a Palavra de Domingo passado...
Ultimamente é difícil perceber de que lado estou... daaaaaaa-se!!
"Para os optimistas, o nosso tempo é um tempo de grandes realizações, de grandes descobertas, em que se abre todo um mundo de possibilidades ao homem; para os pessimistas, o nosso tempo é um tempo de sobreaquecimento do planeta, de subida do nível do mar, de destruição da camada do ozono, de eliminação das florestas, de risco de holocausto nuclear… Para uns e para outros, é um tempo de desafios, de interpelações, de procura, de risco… Como é que nós nos relacionamos com este mundo? Vemo-lo com os olhos da esperança, ou com os óculos negros do desespero?"
Ultimamente é difícil perceber de que lado estou... daaaaaaa-se!!
Subscrever:
Mensagens (Atom)