sábado, abril 23, 2011

Ensina-me Senhor a ser capaz...



"Senhor a minha vida está em ti.
Em ti está a justiça que eu procuro.
Busco o meu viver na tua paz.
Ensina-me Senhor a ser capaz."






E quando ainda não descortinámos o motivo por que queremos ressuscitar... ou sabemos, só não sabemos como, pois parece que não há resgate possível... Tu vens, numa noite mais fria que o habitual, para nos (me) aquecer à volta de tijolos cheios de velas e tecidos laranja bem ao jeito de Taizé. E rostos conhecidos. E mãos abertas para nos acolher. Oh Pai... Obrigada!!


by Lucie

quinta-feira, abril 14, 2011

(Em)presto-me...

Quando eu era pequenina, o molho de chaves da minha Mãe intrigava-me muito... deixava-me sempre a pensar como seria possível acumular tanta chave. Seriam todas úteis, ainda? Teria alguma ficado como recuerdo de um tesourinho qualquer?
Também me intrigava conhecer pessoas que haviam feito parte da vida dos meus pais e que, por um bom motivo quase sempre (outras nem por isso), tinham seguido um outro rumo. Tinham deixado de se ver regularmente e, pior, aceite que podiam viver uns sem os outros. É a vida!! dizia o meu Pai... mas eu não serenava, pelo contrário, ficava inquieta sem perceber como é possível apartar-se alguém de quem se gosta.
Mais difícil ainda era ouvir histórias tristes que marcaram a minha Mãe e ver o sofrimento dela ali, estampado no rosto, preso no corpo, presente numa memória tão fresca como se tivesse sido ontem... como se não fosse possível jamais apagá-lo.


Eu também já tenho um molho considerável de chaves. O ano passado atingiu o auge da sua existência mas agora que mudei de casa resolvi guardar umas quantas numa gavetas de coisas-supostamente-importantes-que-não-se-podem-perder-de-vista e ando com as que a senhoria me deu. Uma delas desconheço a sua fechadura. O mais importante deste parco conjunto é o coração que tem à volta, em formato de porta-chaves, oferta de uma aMiga como celebração da nova vida.
Amigos que vão ficando para trás... infelizmente habituei-me à ideia. E para não ter complexos de culpa, (porque é de facto humanamente impossível estar com toda a gente especial com que me vou cruzando), mais serena aceito o É a vida! longínquo do meu progenitor. Felizmente colecciono poucas histórias com unhappy end. Mas já acumulo algumas.
Tal como a minha Mãe, genética ou feitiozinho próprio, eu também sou permeável às injustiças e a dor... por vezes custa falar. (Em)presto-me a sentimentos que não consigo nomear... e espero que um dia a memória me atraiçoe o suficiente para os não mais recordar.


Aguento a espera, dolorosa.
E tranco a porta da casa para ninguém entrar...

quarta-feira, dezembro 15, 2010

(des)esperança

Li há dias enquanto actualizava a Palavra de Domingo passado...

"Para os optimistas, o nosso tempo é um tempo de grandes realizações, de grandes descobertas, em que se abre todo um mundo de possibilidades ao homem; para os pessimistas, o nosso tempo é um tempo de sobreaquecimento do planeta, de subida do nível do mar, de destruição da camada do ozono, de eliminação das florestas, de risco de holocausto nuclear… Para uns e para outros, é um tempo de desafios, de interpelações, de procura, de risco… Como é que nós nos relacionamos com este mundo? Vemo-lo com os olhos da esperança, ou com os óculos negros do desespero?"

Ultimamente é difícil perceber de que lado estou... daaaaaaa-se!!

domingo, setembro 05, 2010

Para reflectir...

A experiência socialista

Um professor de economia na Universidade Texas Tech disse que nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma turma inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo'.
O professor disse então: "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta turma. Ao invés de dinheiro usaremos as vossas notas nas provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe e, portanto, seriam 'justas'. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...
Depois das médias das primeiras provas terem sido tiradas, todos receberam "B".
Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - esperavam tirar boas notas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do comboio da alegria das notas. Portanto, agindo contra as suas tendências, copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como resultado, a segunda média das provas foi "D".
Ninguém gostou. Depois da terceira prova, a média geral foi "F".
As notas não voltaram aos patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela foi baseada no menor esforço possível da parte dos seus participantes.
Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Haveria sempre fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", disse ele, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável".
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O Governo não pode dar a alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a outra metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a".

Adrian Rogers, 1931

terça-feira, julho 13, 2010

Comunicado oficial

Nunca

Jamais


Em tempo algum...



...serei saco de pancada para alguém.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Coisas pequenas

"Coisas pequenas são
coisas pequenas
são tudo o que eu te quero dar
e estas palavras são
coisas pequenas
que dizem que eu te quero amar.

Amar, amar, amar
só vale a pena
se tu quiseres confirmar
que um grande amor não é
coisa pequena
que nada é maior que amar.

E a hora
que te espreita
é só tua.
Decerto, nao será
só a que resta;
a hora
que esperei a vida toda,
é esta.

E a hora
que te espreita
é derradeira.
Decerto já bateu
à tua porta.
A hora
que esperaste a vida inteira,
é agora."

Madredeus


Era apenas mais um fim de semana entre aMigos. Conversas ligeiras sobre tudo e nada, à mesa entre refeições, a caminho d'O Ciclista que eu insisto em chamar O Caçador, no carro com a cabeça à banda, já para não falar do estômago. E uma volta à ilha que... não terminaria se tivéssemos sido teimosos. Pelo caminho encontrámos esses frágeis resquícios do mar, que agora são bandeira deste sítio a que chegámos. Verdes e roxos. Da nossa cor. Ouriços.


Num instante tudo se fez perto.
Num instante tudo se fez agora.


Foto de Daniel Sousa de Oliveira



Nunca se está preparado para o aMor quando ele nos bate à porta. Como estar?

terça-feira, janeiro 19, 2010

Efeito bálsamo*

Às vezes são pessoas. Às vezes são lugares. Pode ter a forma de um telefonema... um abraço... um banho quente depois de um dia de cansaço. Às vezes é regressar a casa, outras é viajar e conhecer outras paisagens. Às vezes é uma massagem... ou uma placagem!! ;)

Às vezes é andar de bicicleta e sentir o vento fresco na cara... ou ver FRIENDS às tantas da madrugada.

Às vezes é chegar ao GTIST e encher-me de linóleo*.
Esvai-se o cansaço...

sábado, janeiro 02, 2010

Já chegou 2010...


Feliz 2010!!!


A animação tardou em chegar... já os camarões, nem por isso!!

Havia crianças, adultos e até uma cadelinha mui suis generis...
Era meia-noite... chovia. Mas não faltou o fogo de artifício. Azul verde, vermelhos de todas as cores. Para miúdos e graúdos, que eu bem os vi, a TODOS, a correr para a única janela disponível para contemplar semelhante beleza.
Mãos ao karaoke, toda a gente a cantar...
E fotografias (tão poucas...) para mais tarde recordar. Compensa a qualidade com a quantidade. Para o ano cá estaremos para sessões fotográficas mais pormenorizadas. Que o alemão há-de atacar. ;)

Não se esqueçam de clicar em cima da foto maior. Enjoy...