terça-feira, dezembro 29, 2009

Natal feliz!!


A imagem não é minha. E talvez não seja de quem ma enviou por e-mail (obrigada Rui Goodlife). Mas escolheu-me para desejar a todos NATAL FELIZ!!

Ah... tão bom que era deixar esta luZ/aMor brilhar mais vezes dentro de mim.

Mas às vezes, muitas vezes, cada vez mais vezes, sinto-me em rota de colisão!! Com o mundo, com todos... será de mim?

Natal feliz para todos, natal feliz para mim.
:)

sexta-feira, novembro 13, 2009

SNS

Vou finalmente tirar a carta*... que é como quem diz, vou passar a ter licença para conduzir!!!
Ideia brilhante, poderá à primeira vista parecer. Excepto quando surgem obstáculos... mui suis generis, vá lá digamos!!!

1º problema: é preciso um atestado médico em papel próprio da Escola de Condução para dar início ao processo..
2º problema: só o médico de família pode passar este atestado.
3º problema: marcar consulta no Sistema Nacional de Saúde, doravante designado por SNS, implica esperar um mês, na melhor das hipóteses, por tão esperada oportunidade com esse ser de conhecimento sublime e competência para me passar o dito cujo.
4º problema: há sempre a opção de tentar arranjar uma consulta do dia, que é reservada para situações urgentes... com o bónus de ter que lá passar a manhã ou tarde inteira, porque é preciso chegar mais cedo e pedir autorização ao ser superior que nos conceda o privilégio da consulta mas só no fim de todas as que já tem marcadas para esse dia. Ou seja, espera e não chora!!!
5º problema: perante tanto problema... decidir.

Hoje entrei às 9h no Centro de Saúde dos Olivais e saí de lá às 14:45.


(...)


Stress? Não... prevenida que sou, levei trabalho de casa. Para estar entretida e não me afogar em gosma. Ironia ou não a médica só chegou quase às 11 (disseram-me para chegar ligeiramente mais cedo que ela, entre as 9 e as 9 e meia) já eu tinha quase todos os testes corrigidos e classificados. Valeu-me morar a 5 minutos do famoso centro do SNS. Pude ir buscar mais trabalhos de casa. Literalmente. Os TPC's dos reguilas de 9º ano. Ainda bem que o fiz... não tardaria muito que o índice verde subisse se eu nada
tivesse para fazer!!! A não ser esperar.

Resumindo e baralhando: se pudesse emigraria hoje mesmo!!!

Eu só precisava de um atestado... e quem está mesmo doente? Bah...

*thank you Lucie

sexta-feira, outubro 30, 2009

Se errar é humano...


Obrigada Miguel! Foste, és e sempre serás uma pérola. :)



...perdoar é mesmo divino!!

quinta-feira, outubro 29, 2009

Home

Cheia de luz... trouxe-me este "presente".

Há mais por aqui. :)

sábado, setembro 19, 2009

"Haverá luz
sugada no escuro?
Será calor
o murmúrio do frio?
Terá amor
o avesso da vida?
Haverá sonhos
no fundo da dor?
Serão gritos
os cais do silêncio?
Será coragem
a tremura do medo?
Haverá chuva
que lave este sangue
e deixe que a terra acalme...
...devagar?

Esquece o medo
Sai do escuro
Abre comportas
Deixa gritar
Vai mais fundo
Persegue o mar
Persegue o mar

Será só
a vertigem do abismo?
Será mordaça
a leveza do pó?
Haverá negro
sugado na luz?
Haverá longe
por dentro de nós?
Ando sobre
uma aresta de gelo
Na vertigem
de um trapézio de fogo
Mas canta-me um pouco
na tempestade
e deixa que a terra acalme...
...devagar

Esquece o medo
Sai do escuro
Abre comportas
Deixa gritar
Vai mais fundo
Persegue o mar
Persegue o mar"

Mafalda Veiga


Já esqueci o medo, já saí do escuro. Estou a abrir comportas. Não consigo gritar. Só chorar. Não é fácil levar com as ondas... Passo por cima de umas, outras tento mergulhar bem fundo para não ser enrolada. Atrás de uma questão, outra. E outra e mais outra e mais outra. As respostas fazem-se na espuma dos dias... um título de Boris Vian.
Não há volta a dar. É sempre difícil recomeçar. As memórias prendem-nos, como ramos de uma margem a que nos queremos muito agarrar. E no meio de tanta partilha e alegria... saber que... sentir que... é urgente seguir em frente. Passar à etapa seguinte. Ser coerente. Não olhar para trás.
Faz hoje 7 anos dei entrada numa casa bela. Está-me gravado na pele... tantas conquistas e ainda assim morrer por ser preciso e nunca por chegar ao fim. Às vezes gostava de querer OUSAR menos. Mas não consigo. Foge-me à compreensão. Vou partir em breve. Diz-se que os lugares são as pessoas que os fazem... pois esta que cabe em mim, fez-se maior com este lugar. :)

Jamais esquecerei.
O sabor salgado nas bochechas inchadas... não deixará.

quarta-feira, agosto 26, 2009

Lembro-me de ser pequenina e de num instante, sem qualquer pré-aviso, ser só areia à minha volta, o corpo enrolado, a cabeça à roda, tudo às voltas. De me faltar o ar, de achar que aquele momento não acabaria, de ser o fim, o meu fim. E de uma mão grande me puxar lá de dentro, num ápice, de volta à superfície e à realidade, para sorver o ar novamente.

Era assim...
Quão rápido o turbilhão, mais célere o meu Pai me salvava dessa onda que me (nos) tinha enrolado. É sempre bom ter um Pai à mão quando isto acontece.

O tempo passa, os anos dão lugar a adultos outrora crianças. Atrás de uma dor uma alegria, atrás de uma lágrima um sorriso, atrás de uma desilusão uma gargalhada. O tempo passa e eu resisto, eu desisto... Nunca percebi se antes preferia ser criança toda a vida. Às vezes, poucas vezes, algumas vezes, dou por mim sempre à espera de uma mão qualquer que me venha tirar da onda. Do turbilhão salgado que é crescer.

Felizmente há bálsamos que me voltam a centrar no que é IMPORTANTE. Descansar o olhar por outras vistas... dizia ela, a que me ensinou o seu significado.

Hoje vou fazer pic nic no Adamastor, sentir o pôr do sol na minha face, conversar em silêncio, refastelar-me com um espectáculo de Teatro e mesmo ao final do dia, já noite, abraçar o meu sobrinho. Adormecer depois com um sorriso ao lado do A. superando tudo o que alguma vez imaginara sobre ele, sobre nós...


Tudo isto me parece bem à altura do meu Pai!!

quinta-feira, agosto 20, 2009

Ah leão...



Agora sim... com uma musiquinha de fundo mais agradável aos ouvidos e à alma.
Obrigada Dalila pela partilha...

sábado, julho 04, 2009

Há dias...

"Há dias
em que não cabes na pele
com que andas.
Parece comprada
em segunda mão
um pouco curta nas mangas.

Há dias
em que cada passo é mais um
castigo de Deus.
Parece que os sapatos que vês
enfiados nos pés
nem sequer são os teus..."

Há dias deparei-me com esta (in)compatibilidade que é ter um diário digital, desses a que chamamos blog. Já não escrevo em papel. Como tal, naqueles dias de Ala dos Namorados (as aspas que iniciam este blog)... as palavras comportam-se como barco à deriva sem saber muito bem onde aflorar, onde rumar, onde atracar.

Listas de compras? Sempre que tenho uma para fazer, compras banais para a casa... pH, pasta de dentes, pão, queijo, fiambre, fruta... deparo-me novamente com o avanço da tecnologia. A maior parte das vezes recorro ao telemóvel e crio uma mensagem, um SMS triste que nunca passará de um rascunho.

Agenda para os dias... Está muito mais reduzida. Consigo ter presente uma semana de avanço e e... que luxo. Para algo mais longíquo, o telemóvel amigo novamente. Um alarme na hora certa e nada falha.

Já quis recordar cheiros... momentos... armazenados em sinapses (os nossos 0's e 1's biológicos) e constatei a dificuldade humana de manter a cabecinha fresca, com todos os detalhes à flor da pele.

Vem isto a propóstito de, na minha recente ida à terra dos vikings me ter banhado no Mar Báltico... e não ter a certeza se também já terei tido o prazer de o fazer no Mar do Norte.

Pergunta. Ou questão-problema se preferirem...


Como substituir a informação de números, dos mais va
riados tipos - BI, NIF, telefones (os mais comuns), contas bancárias e valores avulso... - que ganham espaço sem que eu perceba como, para dar lugar ao que realmente importa?

Sei que tudo me está gravado na pele... na alma. Que há uma memória muito maior, uma que existe para além de tudo o que controlo (ou imagino controlar - que ilusão), e que me consola, mesmo sem a reconhecer. Deixo o tempo guiar-me. Serena mas de
sassossegada. Tranquila e inquieta.

Na dúvida, flashemos o instante.


Para mais tarde recordar...


(se clicarem na foto, fica ampliado e é muito mais interessante de observar)