O tempo ruge e eu... eu só quero inventar trocadilhos, brincar às escondidas com as palavras, inverter as regras, subverter perguntas, verter ideias a favor do inconformismo sem cessar.
O tempo urge... e eu só quero exercitar este músculo que bate no centro de mim, indagar pequenas urgências dos dias e rir.
Rir muito, rir mais, rir melhor.
"Viver “em Cristo” implica fazer do amor a nossa referência fundamental e deixar que ele se manifeste em gestos concretos de bondade, de perdão, de doação, de compreensão, de respeito pelo outro, de partilha, de serviço…
(...) Esse amor, que deve revestir-nos sempre, traduz-se numa atenção contínua àquele que está ao nosso lado, às suas necessidades e preocupações, às suas alegrias e tristezas? Traduz-se em gestos sentidos e partilhados de carinho e de ternura? Traduz-se num respeito absoluto pela liberdade e pelo espaço do outro, por um deixar o outro crescer sem o sufocar? Traduz-se na vontade de servir o outro, sem nos servirmos dele?"
Não sei explicar porquê mas sempre preferi muito mais perguntas que respostas... Uma boa pergunta faz-me parar, parar mesmo, para esclarecer(me), para encontrar(me)!! Enquanto que uma "boa" resposta deixa-me sempre algo desconfiada. Sou obtusa por natureza, tenho que ser eu a lá chegar, de dentro para fora e não de fora para dentro, como acontece com as respostas...
Uma boa pergunta cria sempre perplexidade e provoca rearranjo nas minhas crenças, nos meus valores e/ou princípios básicos. Pode mesmo abalar a minha estrutura.
E pronto... era só mesmo para partilhar a minha tarde de Domingo dedicada à Equipa Litúrgica e à Eucaristia das 18:30.
"...porque a distância será sempre física e nunca, mas nunca real."
Como poderia? Há mails e palavras bonitas que nos chegam de longe (mas perto), à distância apenas de uma arritmia. "...e não há arritmia que não desapareça quando os nossos corações se acalmam."
Há mails e palavras bonitas que trazem o frio do Norte mas o calor da ponta mais ocidental da Europa. Trazem verdades escondidas e sorrisos. E gente cada vez mais bonita, cada vez mais crescida. Esclarecida. Entendida.
"O mais dificil no amor, é amar quem se conhece, amar mesmo conhecendo as fragilidades..."
Eu diria... o mais difícil no aMor é esquecer. ...
Num segundo estou a ver a Selecção de Portugal ilicitamente…
Num segundo estou nas Urgências da CUF à espera de um diagnóstico.
Num segundo visto a pele de Inspectora Oliveira em mais um Crime no Museu…
Num segundo improviso um Homem de Vitrúvio e a correr, sonâmbula, rebento com o perónio e os ligamentos da tíbio-társica.
Num segundo tive direito a arrancamento dos ligamentos e tudo!!
Num segundo troco SMS’s enquanto espero ansiosa e avidamente pelo aMor…
Num segundo tenho de dormir no hospital e aguardar por uma intervenção cirúrgica.
Num segundo… a vida nas minhas mãos. Uma angústia imensa. Chorar. Chorar. Chorar. Praguejar. Rezar. Embalo-me nos braços desse que me enleva e me leva para lugares mais serenos... Não há paz no coração. Mas há aconchego. E aMor. Fica! E ele ficou. Segurou-me. Não me deixou cair. Beijou-me as lágrimas e deitou-se ao meu lado. :)
Passaram 5 meses!!
Hoje o Senhor Doutor disse que eu tive uma recuperação fantástica. Nada habitual. Eu fiquei muito contente mas ao mesmo tempo… “aflita”. Fui ter com os fisioterapeutas que me acompanharam. Anunciei um final feliz e, sem saber o que dizer, o que fazer, o que pensar, o que mais sentir... desatei a chorar.
... ... ... ... ...
Acho que hoje, quase plagiando o mais recente fenómeno americano, e/mas sem pretensões, posso dizer… YES I CAN!!!