O tempo ruge e eu... eu só quero inventar trocadilhos, brincar às escondidas com as palavras, inverter as regras, subverter perguntas, verter ideias a favor do inconformismo sem cessar. O tempo urge... e eu só quero exercitar este músculo que bate no centro de mim, indagar pequenas urgências dos dias e rir. Rir muito, rir mais, rir melhor.
quarta-feira, maio 14, 2008
De Z a A
Y You and me
X Xingo-te com palavras doces
W Wonder why...
V Viajo contigo, velejamos a 2, venho para ficar
U Utopio contigo
T Traquino contigo
S Sinto-te, saboreio-te, seduzo-te, sorrio-te, sonho-te... suspiro por ti
R Rendo-me, rio contigo
Q Quero-te... muuuuuuuuuito
P Pinto-te ouriços, protejo-te, partilho contigo, perco-me em ti
O Osculo-te
N Nomeio-te o Sr. Engenheiro, patrão nas horas vagas
M Mineralizo-me
L Liberto-me, liberto-te, luto contigo
K Kimero-te
J Jogo ao galo nas tuas mãos
I Inspiras-me, inebrio-te
H Hilario-me contigo, hilario-te
G Gargalhamos os 2, gosmamos a 2
F Fujo contigo
E Embalo-te, enleio-te, espero-te, entrego-me... enlevo-te
D Degusto-te, desejo-te, deixo-me ir
C Caminho contigo, conheço-te, cozinho p'ra ti, cutuco-te
B Belisco-me, belisco-te, bebo-te
A Amanheço-te, abraço-te, arrelio-te, adormeço-te... arrepio-te, amo-te
terça-feira, maio 13, 2008
Return to innocence
Love
Devotion
Feeling, emotion
Don't be afraid to be weak
Don't be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence
If you want, then start to laugh
If you must, then start to cry
Be yourself don't hide
Just believe in destiny
Don't care what people say
Just follow your own way
Don't give up and miss the chance
To return to innocence
That's not the beginning of the end
That's the return to yourself
The return to innocence
Parece-me uma boa resolução para os "inta" ;)
domingo, maio 11, 2008
Para a Inês, que é como quem diz...
Gosto de ti.
"Confiarei nessa voz que não se impõe,
mas que oiço bem cá dentro no silêncio a segredar.
Confiarei, ainda que mil outras vozes
corram muito mais velozes para me fazer parar.
Confiarei na tua mão que não me prende,
mas que aceita cada passo do caminho que eu fizer.
Confiarei, ainda que o dia escureça
não há mal que me aconteça se contigo eu estiver.
Confiarei por verdes prados me levas
e em Teu olhar sossegas a pressa do meu olhar.
Confiarei que a frescura das Tuas fontes
deixa a minha vida cheia, minha taça a transbordar.
E avançarei, avançarei no meu caminho.
Agora eu sei, que Tu comigo vens também.
Onde fores, aí estarei, sem medo avançarei."
Never been here*...
Never been here... Nem tu, nem eu.
Nesses dias de sombras... basta abraçares-me e beijares-me as lágrimas e puxares-me ainda mais para ti!! Como já o fazes naturalmente nas outras curvas apertadas (sem SP) que esta viagem dos dias nos traz. Fazes isso? Beijas-me as lágrimas? Abraças-me a dor? Hoje, amanhã, daqui a um ano, dois, dez... vinte?
quinta-feira, maio 08, 2008
O que é que eu te faço?
Vamos até à Suécia...?
Procurar o Swedish Chef ou comer donuts... perder-nos na cidade, no dialecto, encontrar-te, encontrar-me... vaguear pelas faces suecas, calcorrear as sombras e as luzes de Estocolmo?
Fotografar os pés e as mãos...?
...
Para breve, a dulpa imbatível... Statler and Waldorf, os Velhos dos Marretas. (:
terça-feira, maio 06, 2008
Faróis... barcos... luz... tu.
Escolhemos uma tarefa e pômo-la em prática.
Sem saber o que cada um dos outros faz nem sempre se acerta o rumo.
Paramos. Comunicamos. Acertamos tempos e sonhos.
Voltamos à tarefa que escolhemos desta vez mais sincronizados.
Mas o vento é incerto. Há que reajustar posições a cada avanço.
Deixámos alguém para trás? Para onde vamos? Alguém sabe?
Uns querem parar o barco e decidir. Há quem se atire ao mar, há luta pelo leme. Usando a liberdade empurram-se e o barco segue um pouco à deriva.
Há muitas marés, muitas velas, muitos cabos a que deitar a mão.
Para alguns é igual ir ou ficar.
Mas o sonhos sopram à superfície, o que é preciso é não afundar.
Mas os sonhos sopram à superfície...
...é preciso é não afundar."
(exercício final de Exp. Dramática 99/00)

(Nem de propósito!! Um farol como abrigo. E a luz que apareceu. Para alguns é igual ir ou ficar. Mas eu fico. Tu ficas. E assim, com lutas de cócegas apenas, mergulhos de cabeça na alma e na pele, sem destino conhecido (para onde vamos... ;) sabes?), usando a liberdade para segurar o leme e a Matemática certa de 1 + 1 = 2... damos o corpo ao manifesto, deitamos mão aos cabos e às velas e esperamos que os sonhos que sopram à superfície nos agraciem como até então...)
Editou-se depois em Diário da República a 4 de Março as palavras chave desta lei que nos rege. Obrigatório: não pensar. Sob pena de se ser autuado... E a 5 de Março o toque que oficializou o enleio. Um toque de veludo. Com os olhos fechados, só a sentir.
O teatro sempre na base... :) As palavras de 99/00, as mãos na Repartição e o beijo no Maria Matos. Como é que isto foi acontecer? Não sei... mas ainda bem que aconteceu.
Gosto de ti. Digo-o com a mesma honestidade e simplicidade do teu olhar na luz multicolor do TMM...
domingo, maio 04, 2008
Crime no Museu
mais cedo do que eu esperava.
E nem me deu tempo
de esconder a luz que entrava.
A noite correu
depressa demais
e nem fez questão de me avisar.
Chegou sem avisar... vestido de uma inocência madura.
no ar, aconchegado.
Um cheiro tão doce
de um segredo bem guardado.
Nem cara, nem nome,
nem voz, nem silêncio.
Nem mesmo a lembrança de um recado.
a alma,
alguém os levou de mim.
Sem medo,
com calma,
quem foi que me teve assim?
De corpo e alma. Diz que foi assim que se entregou... às autoridades.
nem cabelos na almofada.
Nem traços de lama
no tapete da entrada.
Nem copos vazios,
nem cigarros frios,
nem rasgos profundos na guitarra.
voltar desamparado
do fundo do sono
num assalto ao beijo armado.
Um crime perfeito
sem ter um suspeito
nem provas do tanto que roubou.
– podia o tiro ser de amor!
Porque de amor já ninguém morre...
só de um desejo matador!