domingo, maio 11, 2008

Never been here*...

Por isso me assusto e às vezes choro. Não porque me tires a rede. Mas sim porque és cada vez mais em mim, para mim... Uma rede, um farol... um FN!! :)

Never been here... Nem tu, nem eu.

Nesses dias de sombras... basta abraçares-me e beijares-me as lágrimas e puxares-me ainda mais para ti!! Como já o fazes naturalmente nas outras curvas apertadas (sem SP) que esta viagem dos dias nos traz. Fazes isso? Beijas-me as lágrimas? Abraças-me a dor? Hoje, amanhã, daqui a um ano, dois, dez... vinte?

Não é uma condição mas nisto que é o aMor incondicional, se não puder assustar-me, se não puder derrapar... que farei quando me assaltarem as lágrimas? Não as posso conter, desculpa mas não posso...

...*quanta mais luz há, mais sombras existem (versão upgrade)

quinta-feira, maio 08, 2008

O que é que eu te faço?

Vamos até à Suécia...?

Procurar o Swedish Chef ou comer donuts... perder-nos na cidade, no dialecto, encontrar-te, encontrar-me... vaguear pelas faces suecas, calcorrear as sombras e as luzes de Estocolmo?

Fotografar os pés e as mãos...?

...

Para breve, a dulpa imbatível... Statler and Waldorf, os Velhos dos Marretas. (:

terça-feira, maio 06, 2008

Faróis... barcos... luz... tu.

"Há só um barco, o nosso barco.
Escolhemos uma tarefa e pômo-la em prática.
Sem saber o que cada um dos outros faz nem sempre se acerta o rumo.
Paramos. Comunicamos. Acertamos tempos e sonhos.
Voltamos à tarefa que escolhemos desta vez mais sincronizados.

Mas o vento é incerto. Há que reajustar posições a cada avanço.
Deixámos alguém para trás? Para onde vamos? Alguém sabe?
Uns querem parar o barco e decidir. Há quem se atire ao mar, há luta pelo leme. Usando a liberdade empurram-se e o barco segue um pouco à deriva.

Há muitas marés, muitas velas, muitos cabos a que deitar a mão.
Para alguns é igual ir ou ficar.
Mas o sonhos sopram à superfície, o que é preciso é não afundar.
Mas os sonhos sopram à superfície...
...é preciso é não afundar."


in Venham todos procurar-me, Raquel Leitão
(exercício final de Exp. Dramática 99/00)



Publicado em Vila Real de Santo António, dando um pulinho a Sevilha para apertar bonecos que dizem Olé, (em coro!) e fugir de raspão com uma suposta indigestão com direito a parar em plena auto-estrada para vomitar... reza a história que o decreto lei de 1 a 4 Fevereiro 2008 teve desenvolvimentos e desenhou no ar, não ouriços do mar verdes e roxos (ainda), mas a possibilidade de navegar coração ao largo.


(Nem de propósito!! Um farol como abrigo. E a luz que apareceu. Para alguns é igual ir ou ficar. Mas eu fico. Tu ficas. E assim, com lutas de cócegas apenas, mergulhos de cabeça na alma e na pele, sem destino conhecido (para onde vamos... ;) sabes?), usando a liberdade para segurar o leme e a Matemática certa de 1 + 1 = 2... damos o corpo ao manifesto, deitamos mão aos cabos e às velas e esperamos que os sonhos que sopram à superfície nos agraciem como até então...)


Editou-se depois em Diário da República a 4 de Março as palavras chave desta lei que nos rege. Obrigatório: não pensar. Sob pena de se ser autuado... E a 5 de Março o toque que oficializou o enleio. Um toque de veludo. Com os olhos fechados, só a sentir.

O teatro sempre na base... :) As palavras de 99/00, as mãos na Repartição e o beijo no Maria Matos. Como é que isto foi acontecer? Não sei... mas ainda bem que aconteceu.

Gosto de ti. Digo-o com a mesma honestidade e simplicidade do teu olhar na luz multicolor do TMM...

domingo, maio 04, 2008

Crime no Museu

(ou o Inspector aÇucar declara-se culpado e entrega-se...)

O dia nasceu
mais cedo do que eu esperava.
E nem me deu tempo
de esconder a luz que entrava.
A noite correu
depressa demais
e nem fez questão de me avisar.

Chegou sem avisar... vestido de uma inocência madura.

Ainda dormia
no ar, aconchegado.
Um cheiro tão doce
de um segredo bem guardado.
Nem cara, nem nome,
nem voz, nem silêncio.
Nem mesmo a lembrança de um recado.

Tem cara... de papel de parede. Nome discreto, peculiar, subtil. Voz melodiosa e serena, uma voz que acalma. E uma gargalhada ES-PEC-TA-CU-LAR!! Silêncio que não é vazio. Recados? Só pessoalmente.

O corpo,
a alma,
alguém os levou de mim.
Sem medo,
com calma,
quem foi que me teve assim?

De corpo e alma. Diz que foi assim que se entregou... às autoridades.

Sem marcas na cama
nem cabelos na almofada.
Nem traços de lama
no tapete da entrada.
Nem copos vazios,
nem cigarros frios,
nem rasgos profundos na guitarra.

Lençóis suaves ou garridos? Almofadas que se afundam ou consistentes? Copos vazios ou plenos? E rasgos... profundos ou marcas superficiais?

Alguém me deixou
voltar desamparado
do fundo do sono
num assalto ao beijo armado.
Um crime perfeito
sem ter um suspeito
nem provas do tanto que roubou.

Felizmente ele declarou-se culpado. Sem oferecer resistência entregou-se. A pena ainda está a ser estimada...

Ferido de morte neste assalto
– podia o tiro ser de amor!
Porque de amor já ninguém morre...
só de um desejo matador!

Assalto (ao beijo armado), Luís Represas

Dos outros não sei. Eu... todos os dias morro um bocadinho mais de aMor nos teus braços!! Mais que ontem e menos que amanhã. Que tiro certeiro...!! :)

quinta-feira, maio 01, 2008

Em resposta a...

...este post, o citador responde:


"As coisas mais bonitas do mundo são sombras"
...
...
Dickens, Charles
...
aÇucar!!! Temos de aqui pôr as nossas sombras, xim? sim? tim? ;)

terça-feira, abril 29, 2008

PUB

Vi este anúncio hoje pela primeira vez. Achei o máximo. Gostei especialmente do final. Gosto quando as coisas se revelam, quando o inesperado acontece. E se for com humor...

domingo, abril 27, 2008

Mais que ontem e menos que amanhã...





SMS's às 4 da manhã?????


É mesmo provocação. :P

a LIBERDADE


Para alguns a LIBERDADE chegou um dia através da mão de militares.

A minha chegou na véspera desse dia. Rezava o ano de 2008.

As pessoas vieram para a rua celebrar. Lisboa encheu-se de gente.
Eu... fui até à Gulbenkian. Descobrir um jardim. Encontrar uma sombra com cheiro e som a riacho. Ver uma concha, outra concha, mais outra. Um crânio. De serpente ou de pato, quiçá. Um olhar diferente. Ver patos estranhos, com joelhos. Acreditar que é um pato. Acreditar que tem joelhos. Comer um duchess. Não comprar um livro. Mas levar o jornal. Abraçar o tempo. Abraçar a vida. Abraçar um momento mais de bebedeira. E respirar fundo. Fechar os olhos. Sentir. Sentir o pescoço num encaixe cada vez mais perfeito, cada vez mais meu, mais eu, mais teu, mais nós.

Sabe(s)-me pela vida...
e por isso sorrio. :)